O que tem que não faz bem, que não acalma, que não deságua?
Por onde anda o leque de cores, a vila de flores, a mágica de amores?
E a cabeça que parece explodir, que sisma em não rir, em não animar?
Cadê teu sonho, menina? O vento levou?
Cadê a esperança, garota? A flor despetalou?
Embarco no barco de nuvens regado pelas lágrimas do papel.
Uma volta ao buraco, o encontro com algo que desconheço.
Um passo, um tropeço.
Uma vírgula e um ponto.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Eu tenho um anjo...
E ele me guia onde quer que eu esteja.
Ele me fortalece e me mostra que devo seguir em frente.
O meu anjo está onde quer que eu esteja se não for de corpo está de coração.
Sim, eu tenho um anjo e hoje ele me provou o que é capaz de fazer por mim.
Ele enfrenta o mundo e quer saber se eu enfrentaria o mundo por ele... Oras, é claro que sim!
Não o vejo como bonito e nem feio, magro ou gordo, chato ou legal...
Quer mesmo saber, meu anjo é perfeito como ele é.
E ele sorri sempre que me vê feliz! Isso foi ele quem disse.
Meu anjo me entende, disso eu sei sem ninguém me dizer.
Ele me vê de longe, e sabe de mim mais do que eu sei.
É um anjo único, de olhos inigualáveis.
Falaram-me que eu não podia me apaixonar por ele, porque era apenas um anjo.
Mas como assim? Anjo também sabe amar, não sabe?
Sabe sim! Eu sinto isso.
Acho que... Bem, eu não acho, tenho certeza, de que eu não saberia mais viver sem ele.
A certeza de que ele existe é o motivo para a minha felicidade.
O meu anjo é a minha luz e minha inspiração e eu sou a dele!
Eu sei que eu não deveria amar um anjo, mas o que eu posso fazer?
Falarei a verdade para tentar explicar, o amor verdadeiro foi ele, meu anjo, quem me ensinou e só por ele eu o sentirei.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Companheira Insônia
Quarta-feira,14/03 - 3h 30min a.m.
Seja bem vinda, insônia, que parecia ter se despedido de mim.
Divago sozinha hoje, no fundo sempre foi assim. Não lhe chamei ao que me recordo.
Mas fez bem em vir, já que assim sigo noite adentro acompanhada.
Esses dias cinzas de sol escuro me deixam um tanto confusa, não sei se eu sigo ou se estaciono.
Me decepcionei comigo mesma, minha querida, e quis em meu íntimo voltar e corrigir um erro meu.
Decepcionei-me também não apenas comigo, mas com alguém que quero tanto bem.
Insônia, já que tu me segues a tempo, poderia tão fácil me dizer, em que tempo da vida eu deveria voltar a nascer.
O errado ficou certo em meio a tanta confusão e o passado ficou incerto depois de tanta emoção.
Não vou correr, afinal pressa nenhuma eu tenho. Permaneço calada, da forma que alguém escolheu.
Longe e confuso ficaram meus atos, que sozinhos e cansados, param.
As minhas forças parece-me que perco aos poucos, já que me tiram os motivos que eu tinha para lutar.
Muito me estenderia se aqui quisesse falar cada erro que grita, cada saudade que transborda e cada medo que carrego em meu olhar.
Minha companheira amiga, me siga se puder, não me deixe sozinha nessa noite escura.
Eu tenho medo do escuro, das nuvens chuvosas, do vento perdido e das mágoas do amor.
Seja bem vinda, insônia, que parecia ter se despedido de mim.
Divago sozinha hoje, no fundo sempre foi assim. Não lhe chamei ao que me recordo.
Mas fez bem em vir, já que assim sigo noite adentro acompanhada.
Esses dias cinzas de sol escuro me deixam um tanto confusa, não sei se eu sigo ou se estaciono.
Me decepcionei comigo mesma, minha querida, e quis em meu íntimo voltar e corrigir um erro meu.
Decepcionei-me também não apenas comigo, mas com alguém que quero tanto bem.
Insônia, já que tu me segues a tempo, poderia tão fácil me dizer, em que tempo da vida eu deveria voltar a nascer.
O errado ficou certo em meio a tanta confusão e o passado ficou incerto depois de tanta emoção.
Não vou correr, afinal pressa nenhuma eu tenho. Permaneço calada, da forma que alguém escolheu.
Longe e confuso ficaram meus atos, que sozinhos e cansados, param.
As minhas forças parece-me que perco aos poucos, já que me tiram os motivos que eu tinha para lutar.
Muito me estenderia se aqui quisesse falar cada erro que grita, cada saudade que transborda e cada medo que carrego em meu olhar.
Minha companheira amiga, me siga se puder, não me deixe sozinha nessa noite escura.
Eu tenho medo do escuro, das nuvens chuvosas, do vento perdido e das mágoas do amor.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Os sentidos.
Sinto que algumas coisas já não fazem sentido.
É como se a nuvem de chuva tivesse se transformado em pó.
Cada sufoco, cada fuga, cada momento difícil...
As preocupações aumentam com o passar das horas e os dias sozinha passam devagar, quase param.
Um empurrão e nada adianta.
Mil abraços e só procuro um.
Sinto o fim próximo, sinto demais e isso se tornou um problema.
Pego na mão do abismo, mas decido não cair.
Chego constantemente ao fim e logo resolvo voltar.
Penso em desistir mas me surpreendo com a vontade maior de continuar.
Algo está por vir e que seja bom, que valha a pena persistir.
É como se a nuvem de chuva tivesse se transformado em pó.
Cada sufoco, cada fuga, cada momento difícil...
As preocupações aumentam com o passar das horas e os dias sozinha passam devagar, quase param.
Um empurrão e nada adianta.
Mil abraços e só procuro um.
Sinto o fim próximo, sinto demais e isso se tornou um problema.
Pego na mão do abismo, mas decido não cair.
Chego constantemente ao fim e logo resolvo voltar.
Penso em desistir mas me surpreendo com a vontade maior de continuar.
Algo está por vir e que seja bom, que valha a pena persistir.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mudando o imutável (Uma realidade inalcançada)
Muda o tom da cor
O toque da pele
O toque da pele
Muda o olhar e a presente semelhança se esvai
Muda as cores dos olhos parados
Olhando novamente para o mesmo lado
A rima que não finda
Num mármore gelado de puro prazer
O som que envolve
Um sono pesado que não consigo mais ter
O tempo não passa enquanto ouço-me pulsar
O mundo desaba e os passos ao meu redor conseguem parar
Algo queima em mim ao final de cada dia
Uma simples fantasia de um querer que não se quer
Solto feito um pássaro na gaiola
A contradição de uma mentira
As vozes que rodeiam o dia
Convencendo a cabeça daquilo que não é real
São puras idealizações que passam a torturar
São vontades de algumas horas, que eternamente poderiam durar
Espero, enquanto o tempo dá o seu primeiro passo e peço que devagar tudo tome jeito
O jeito errado talvez, o medo afogado quem sabe
O maior dos sonhos chegará ao final de uma finalidade alcançada
Juntamente com palavras espremidas e exprimidas ao nada.
quinta-feira, 1 de março de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A procura.
Procurando por um paraíso grandioso e proibido com toques sutis e superficiais
Um tanto de queda, um pouco de empurrão.
A lei da chuva que molha a todos, mas não molha a si mesma.
A curva da estrada que engenheiro nenhum traçou.
Uma data marcada não funciona apenas aquilo feito na hora “H”.
Sonhos lamentados a quem nem se devia confiar.
Ou o que se deve não se pode pagar.
Mas que sonho é esse que escondido fica, que não encontra uma saída para os problemas da vida?
Que abismo que me encontro, que tontura maluca, onde fui parar?
Meu corpo no espelho se define de forma diferente a que um dia possuiu
Meus olhos se fecham e quando abrem-se me sinto mais velha.
O tempo não passa, ele voa!
As soluções para os problemas foram adiados e substituídos pelas vontades.
Os desejos outrora inexistentes fixaram-se nas vagas abas de razão que meu coração diz ter.
O correr das minhas pernas ficou fraco a ponto de não mais caminhar.
O tempo voa e eu flutuo numa maré de águas pouco límpidas.
A vida não vive mais o tempo que costumava viver.
A cada passada que o ponteiro menor do relógio dá, eu me lanço a procura dos meus passos mais lentos.
O despertador me acorda e eu peço para continuar a dormir.
E se acordar, que ele então me ajude a fugir.
Uma fuga sem espelhos que é para não refletir o que ficou para trás.
Sem chances de volta, sem medos para voltar.
Cuidado! São as placas que sozinhas ainda tentam alertar
O que decidi está decidido, o que foi não há de voltar.
Se meus passos tropeçarem, se meus dedos se cruzarem aí já não mais andarei.
Mas enquanto eu tenho vida, eu luto!
Enquanto eu tenho força, eu não desisto!
Enquanto existe amor, existe esperança e onde existe esperança, há vida!
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